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DARKLESS a journey of acoustic embodiment

de RUDOLFO QUINTAS

 

Instalação audiovisual imersiva
Workshop
Filme

24.08-24.09.2023

 

(Carpintarias de São Lázaro e Lisboa Soa)

'Todos nós possuímos incríveis narrativas interiores à espera de encontrar um meio para as exprimimos. Darkless é um projeto de investigação e criação artística que possibilita uma forma de libertação interior e a descoberta de novas sensibilidades. O projeto tem como características distintivas a participação e colaboração de pessoas cegas em processos de criação nas artes digitais que envolve a exploração da inteligência artificial, da realidade virtual e do desenvolvimento de novas experiências cognitivas. É um projeto sobre o pensamento artístico e humanista na relação do corpo com a tecnologia.

Desde 2016 o projeto tem desenvolvido uma série de conceitos, performances, filmes, workshops e instalações audiovisuais que possibilitam a criação de uma nova imagem mental do corpo através da imersão sonora a partir de uma ideia de incorporação acústica. Esta incorporação acústica consiste na alteração do estado normal de percepção do corpo em relação ao espaço através de sons digitais produzidos pela análise de gestos e movimentos do corpo humano em colaboração com um sistema de visão artificial.

A investigação artística procura compreender como esta mudança de percepção pode desencadear novos estados cognitivos, abrir novos imaginários e transformar a percepção do próprio em relação ao mundo.
A exposição reúne, pela primeira vez, um conjunto de instalações imersivas e interativas, entre as quais “Can I Hear You Dance?”, uma nova instalação sonora e interactiva “The Shades of Waves”, o filme “SONIAL” e o workshop “Blind Sounds”, permitindo um olhar alargado sobre esta investigação artística.'

O artista:
Rudolfo Quintas (Porto, 1980) é um artista português que trabalha com media art.
Cria instalações de mapeamento de dados, esculturas e performances utilizando técnicas interactivas, generativas e inteligência artificial. Num diálogo contínuo entre filosofia, ciência e tecnologia, o trabalho de Quintas traz frequentemente o invisível a novas formas de percepção através de elementos simples como ar, fogo, movimento corporal ou biologia celular para discutir sistemas invisíveis de poder e controlo nos domínios social, político e psicológico.
Quintas tem um profundo interesse na descolonização da linguagem corporal e do comportamento corporal, concebendo frequentemente instalações algorítmicas e informáticas que envolvem processos de feedback cognitivo para a auto-exploração do público. Esta investigação é apresentada em obras de software arte como Displacement (2004), Absorption (2014), Black Hole (2018), entre outras obras performativas como Swap (2005), Burning the Sound (2007) ou Darkless (2016). Descrito pela curadora Verónica Metello como ‘sensitive-contexts’.
Nos últimos anos, Quintas levou estes processos de feedback a uma escala maior, com um conjunto de trabalhos que recebeu distinções nacionais e internacionais através de bolsas, residências artísticas e prémios de arte como a DGartes/Ministério da Cultura português e o prémio Transmediale Distiction Award no festival Transmediale em Berlim.
A sua pesquisa foi publicada em Performance Research (Routledge), NIME – New Interfaces for Musical Expression, e edições de arte como a “Younger Than Jesus: Artist Directory” co-editado pelo New Museum New York e a Phaidon Press, entre outros.
As suas obras são internacionalmente exibidas em galerias, centros culturais e festivais de arte, tais como o festival Transmediale/CTM (Berlim), Festival Todays Art (Haia), Galeria Dox e o festival ENTER (Praga), Fundació “La Caixa” (Barcelona), La Casa Encendida (Madrid), STEIM (Amesterdão), exposição “Uncharted” em Santralistanbul (Istambul), festival Pixelache no museu Kiasma (Helsínquia), NIME (Sydney) ou no Royal College of Art (Londres).
Em Portugal, Quintas apresentou recentemente o seu trabalho no Festival Sónar, no festival Index of Art and Technology em Braga, na Galeria Foco, Lisboa, no Centro Cultural Convento de São Francisco em Coimbra, no festival Criatek em Aveiro e no MNAC – Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado.
O artista vive e trabalha em Lisboa.

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